A vegetação arbóreo-arbustiva da Caatinga tem um poder imenso de regeneração. Por isso, a fauna desse bioma exclusivamente brasileiro merece ganhar um espaço maior no tocante à preservação.
Sensibilizados e preocupados com esse ponto em comum, a Mineração Vale Verde (MVV) e a organização não governamental SOS Caatinga assinaram um contrato para trabalharem de forma conjunta para a diminuição da caça a algumas espécies nativas da região.
O projeto ganhou o nome de “Guardiões da Caatinga” e vai beneficiar, sobretudo, moradores de Craíbas e cidades circunvizinhas que atuam hoje como “mateiros”.
Esse é o termo local designado aos caçadores. São justamente eles o público-alvo, englobando os residentes nas 14 comunidades próximas ao Projeto Serrote que têm mais de 35 anos de idade e baixo nível de escolaridade, fora do mercado de trabalho.
A intenção é dar a eles uma bolsa-auxílio de um ano, com encontros duas vezes por mês aos finais de semana, quando haverá capacitação.
De acordo com a analista de Relações Comunitárias da MVV, Gyslane Chaves, o principal mote deste programa será, de fato, desenvolver competências de cidadania e ambientais das populações locais em condições de risco social.
Dessa forma, após treinamento e estudos, os então “mateiros” se tornarão agentes ambientais, verdadeiros identificadores botânicos a serviço da caatinga.
Haverá 25 vagas no curso, que terá inscrição gratuita. Na ementa, os módulos vão trabalhar Educação Ambiental; Botânica; Tratamento e Disposição de Resíduos; Reciclagem; Flora e Fauna da Caatinga; Como Identificar Animais com Riscos à Saúde Humana; Entidades Governamentais Relacionadas à Conservação do Bioma e outros.
Ao final, os estudantes receberão um certificado de identificador/guia botânico.
A iniciativa da MVV e SOS Caatinga promove, assim, a profissionalização e inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, gerando trabalho, renda e cidadania.